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Momento delicado para o mercado interno

MESMO DIANTE DO RECONHECIMENTO DOS BRASILEIROS QUANTO AOS BENEFÍCIOS DAS FRUTAS PARA O COMBATE DA OBESIDADE E MELHORIA DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA. PROBLEMAS CONJUNTURAIS QUE AFETAM A ECONOMIA BRASILEIRA DEVEM REDUZIR O PODER DE COMPRA DO CONSUMIDOR E, CONSEQUENTEMENTE, O CONSUMO DE FRUTAS NO MERCADO INTERNO.

Além de problemas como a crise hídrica que vem afetando diretamente as áreas de cultivo, e do aumento dos custos de produção, o fruticultor brasileiro que comercializa sua produção no mercado interno deverá continuar enfrentando dificuldades, uma vez que, com os problemas na conjuntura econômica do país e a consequente redução do poder de compra do brasileiro, a tendência é que o consumo de frutas, que ainda é considerado um produto caro pela maioria dos brasileiros, sofra uma redução significativa no próximo ano.

Outro fator que contribui para redução dos preços dos produtos no mercado interno é o aumento das importações brasileiras de frutas frescas. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as importações brasileiras de frutas devem atingir novos recordes em 2016, seguindo o movimento dos últimos anos. O Brasil deverá importar frutas de aproximadamente 24 países, sendo que os maiores volumes serão provenientes da Argentina, Chile, Espanha, Portugal e Itália, países que produzem frutas de qualidade e com preço competitivo.

Diante disso, o produtor deverá encontrar dificuldade para repassar seus custos de produção no valor de venda das frutas, permanecendo descapitalizado.

 

Gráfico 1. Importações brasileiras de frutas (US$ FOB)

 
Fonte: Aliceweb/MDIC - Elaboração CNA.

 

Gráfico 2. Principais frutas importadas – 2014 (%US$)

 
Fonte: Secex/Elaboração CNF/CNA.

 

Ao contrário das perspectivas negativas para o mercado interno, as exportações brasileiras de frutas devem apresentar crescimento em 2016, influenciado principalmente pelo potencial do Brasil em conquistar novos mercados e ampliar os já existententes.

Cerca de 90% das frutas produzidas no mundo são consumidas nos países de origem, e apenas 10% do total produzido é destinado a exportação. Estes dados indicam que existem grandes oportunidades para o Brasil neste mercado, visto que, a diversidades e sabores das frutas brasileiras estão aos poucos conquistando o mundo e o Brasil é um dos poucos países do mundo com capacidade de produzir com qualidade, uma grande diversidade de frutas durante todo o ano.

Contudo, a remoção de barreiras tarifárias e fitossanitárias e a ampliação da capacidade de produção de frutas com qualidade e sustentabilidade pelos produtores, são fatores imprescindíveis para o aumento da participação das frutas brasileiras no mercado internacional em 2016. O produtor exportador deverá focar no cuidado com o meio ambiente, a segurança alimentar e a responsabilidade social, sob pena de perder mercados já conquistados.

A abertura de novos mercados para as frutas brasileiras está diretamente relacionada à formalização de acordos bilaterais com países da Europa, Ásia e Estados Unidos. A falta desses acordos tem reduzido a competitividade das frutas brasileiras frente aos principais concorrentes na América do Sul, à exemplo do Chile e Peru, que possuem estes acordos e exportam com tarifa reduzida ou nula, enquanto a tarifa média imposta às frutas brasileira é de 10%. Felizmente, em 2016 as perspectivas apontam para uma maior movimentação do governo brasileiro no sentido de mudar este cenário.

A forte desvalorização da moeda brasileira em 2015 contribuiu para aumentar a competitividade das nossas frutas no mercado externo e, com o câmbio mantendo-se nos patamares atuais, em 2016 essa vantagem competitiva tende a continuar beneficiando diretamente o setor. Vale ressaltar que parte deste ganho é perdida, uma vez que, uma parcela importante dos custos de produção é dolarizada, o que eleva consideravelmente os custos de produção com embalagens, defensivos, adubos e frete marítimo, via pela qual é exportada a grande maioria das frutas no Brasil.

O reconhecimento pelo Governo Federal de que as exportações são importantes para o reaquecimento da economia do país, referendado pelo lançamento do Plano Nacional de Exportações, sinaliza um conjunto de boas intenções que, aliados a ações concretas de promoção comercial e abertura de mercado desenvolvidas pelo setor produtivo, poderão levar ao incremento das exportações de frutas em curto prazo. 

 

Balanço 2015

Condições climáticas desfavoráveis impedem crescimento da produção brasileira de frutas em 2015

A fruticultura brasileira tem sua capacidade de produção reconhecida em todo mundo. A diversidade das frutas brasileiras e seus diferentes sabores são apreciados pelos mais exigentes consumidores. Estima-se que atualmente sejam produzidas por ano 800 milhões de toneladas de frutas frescas no mundo. O Brasil, com aproximadamente 43 milhões de toneladas produzidas em 2014, ainda se mantem como terceiro maior produtor ficando atrás da China e da Índia.

Tomando por base os números registrados nos três primeiros trimestres de 2015, a produção brasileira de frutas frescas deverá fechar o ano com um volume semelhante ao produzido em 2014, em torno de 43 milhões de toneladas.

A manutenção da produção brasileira nos mesmos patamares do último ano pode ser creditada principalmente as condições hídricas desfavoráveis que atingiram os principais polos de cultivo pelo Brasil. Além de afetar diretamente a qualidade das frutas produzidas, essas condições fizeram com que os produtores reduzissem suas áreas de produção.

No que se refere às exportações, o Brasil deve encerrar 2015 com um pequeno aumento no volume e valorização significativa da receita com as exportações de frutas frescas. Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam que, de janeiro a setembro de 2015, as exportações brasileiras de frutas frescas em volume atingiram 502,5 mil toneladas, com receita de US$ 501,4 milhões.

Levando-se em conta que o último trimestre do ano é o período em que há maior concentração nas exportações de frutas, espera-se que o volume exportado em 2015 supere o de 2014 em aproximadamente 2%.

 

Gráfico 3. Volume de produção e exportação brasileira de frutas frescas - de 2008 a 2015.

 

 
Fonte: Secex/MDIC - Elaboração CNA.

 

Contrariando as expectativas do setor que esperava um aumento em torno de 5%, o tímido desempenho das exportações brasileiras de frutas frescas em 2015, deveu-se a fatores como a escassez de água em importantes áreas de produção de frutas destinadas à exportação, como o Vale do São Francisco e os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo, ao aumento dos custos de produção, que reduz a competitividade das frutas brasileiras, a dificuldade de abertura de novos mercados e a demanda estável por parte da União Europeia, destino de mais de 70% das nossas exportações de frutas frescas e que não sinaliza uma tendência de aumento de consumo em curto prazo.

 Fonte: CNA

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